De tudo

Meat no more

Prato elaborado no restaurante natural Vida, em Florianópolis.

Mais um ano se encerra e hoje optei por escrever algo de muito bom que aconteceu comigo em 2019.

Desde que vim morar na Ilha da Magia muitas coisas no meu estilo de vida mudaram. Mudei meus hábitos esportivos, passei a apreciar mais a natureza, mas a mais recente – e significativa – benfeitoria pessoal afetou minha dieta. Apesar de ter despertado um olhar especial à alimentação já na adolescência – ao introduzir alimentação macrobiótica – há mais ou menos 15 anos tentei sem sucesso cortar a carne em plena cidade gaúcha de Porto Alegre. Acredito que foi ali que aflorou a anemia crônica que tenho hoje.

Costumo comparar a vontade de parar de comer carne com a vontade de parar de fumar, ocorrida há mais ou menos 18 anos. Depois de algumas tentativas infelizes, alguém deu um empurrãozinho para que largasse o vício há 16 anos.

Acreditem ou não em anjos, re(encontrei) na vida um lindão que me incentivou a voltar a pensar em não consumir carne animal, desta vez com acompanhamento profissional e suplementação à base de ferro e vitamina B12. Graças a esse ser, assisti um documentário entitulado em português como A dieta dos Gladiadores cujo foco é a alimentação vegana entre grandes atletas.

Embora os exames tenham mostrado que a saúde está controlada, mantenho o ovo e o queijo – por enquanto -. Quando acertar a receita do queijo vegano será menos outro. Mas o que quero mesmo declarar é que não sinto falta nenhuma dos bichinhos que comia e nem do leite (parei por 3 anos, voltei neste, e parei definitivamente ao substituir pelo leite vegetal). Participo de churrascos numa boa e neste natal farei para o prato principal nhoque de grão de bico com molho de tomate artesanal e especiarias – feito por mim -. Para acompanhar, encomendei kibe de beringela com recheio de queijo vegano. Como sobremesa, pretendo elaborar esta receita de sorvete de chocolate.

Estou muito feliz com a oportunidade de melhorar. Minha alimentação melhorou muito! Hoje consumo com frequência alimentos que pouco passaram pelos meus pratos ou que dificilmente ingeria, como grão de bico e ora pro nóbis, uma PANC riquíssima em proteína. Só tenho a agradecer ao anjo que deu esse empurrão.

Agora deixa eu ir pro fogão, porque virei cozinheira depois dessa!

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